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  • Foto do escritor: Paulo Pereira de Araujo
    Paulo Pereira de Araujo
  • 24 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 7 dias


FONTES PRIMÁRIAS (as mais poderosas para o romance)


Depoimentos, relatos autobiográficos, cartas e narrativas de pessoas escravizadas

Esses são raros e por isso extremamente valiosos. Recomendo começar por:



O único relato autobiográfico conhecido de uma pessoa escravizada que viveu no Brasil e conseguiu fugir para os Estados Unidos. Documento fundamental para entender captura, violência, conversão forçada, fugas, cotidiano e subjetividade.


– Poeta, advogado, abolicionista.– Seus artigos, cartas e documentos jurídicos são uma mina de ouro.– Ele próprio libertou centenas de pessoas judicialmente.


Escravidão, de Joaquim Nabuco (e sua correspondência)

– Nabuco é complexo: aristocrata, branco, herdeiro de escravistas, mas abolicionista brilhante.– Seus diários e cartas revelam contradições úteis para o romance.


– Riquíssimos: mostram como seres humanos viravam “bens” avaliados em dinheiro.– Úteis para cenas de compra, venda, partilha familiar, separação de famílias.


– São brutais e revelam muito sobre violência, revoltas, resistência cotidiana e punições.


– Anúncios de venda, fuga, captura.– Degradante, mas essencial para entender o imaginário social.


– Muitas preservam histórias íntimas, condições, afetos, negociações e tensões.

 

2. FONTES SECUNDÁRIAS (para arcabouço teórico e histórico)


 

O maior historiador da escravidão no Brasil vivo.– A Morte é uma FestaRebelião Escrava no Brasil: a Revolta dos MalêsGanhadoresDomingos Sodré, um Sacerdote Africano



As Barbas do ImperadorBrasil: Uma Biografia (com Schwarcz e Starling) Sobre o Autoritarismo Brasileiro. Excelente para estudar racismo estrutural e mentalidade escravocrata.



O Trato dos ViventesObra monumental sobre o tráfico atlântico.


Da Monarquia à RepúblicaA AboliçãoEsclarece a transição, os conflitos políticos e a hipocrisia das elites.


Ser Escravo no BrasilSintético, forte e essencial.


Das Cores do SilêncioFala sobre memória, identidades e pós-abolição.


Visões da LiberdadeA Força da EscravidãoPesquisa densa e brilhante sobre liberdade precária e captura.


– Textos sobre quilombos como estruturas de pensamento, não apenas refúgios.


Para entender o eco contemporâneo do período.


3. PESSOAS REAIS IMPORTANTES PARA APARECER NO ROMANCE


Líderes de revoltas e quilombos


Figuras que viveram vidas extraordinárias


Intelectuais e elites escravistas (para tensionar a narrativa)


Personagens ideais para ficção inspirada em realidade

  • Parteiras africanas

  • Capitães-do-mato

  • Ganhadores (trabalhadores de rua)

  • Escravos de ganho que compravam a própria alforria

  • Mulheres vendedoras, quituteiras, mães de santo

  • Feitores, feitores negros, libertos que escravizavam (complexidade)

  • Sargentos-mores de milícias com origem africana

  • Pessoas alfabetizadas secretamente

  • Pessoas que deixaram descendentes que hoje pesquisam suas histórias

 
 
 

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