COMEÇANDO PELO COMEÇO
- Paulo Pereira de Araujo

- 24 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: há 6 dias

A ideia de escrever um romance histórico surgiu enquanto eu ouvia a série O plano, no podcast História Preta, apresentado pelo Thiago André. A série narra uma sequência de acontecimentos relacionados à abolição da escravidão no Brasil. Ao contrário do que a maioria das pessoas acham, ela não foi calma, como também não foi um ato de benevolência da Princesa Isabel. A abolição foi um processo tumultuado desenrolado durante quase todo o século XIX, em vários locais do Brasil.
Podemos dizer que figuras como os negros Luiz Gama, José do Patrocínio e André Rebouças foram determinantes neste processo que contou também com Joaquim Nabuco e uma série de pessoas importantes na vida pública brasileira da época. Esses personagens se cruzam na série do História Preta que mostra claramente suas ações em defesa dos negros escravizados até o dia 13 de maio de 1888, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, pondo fim à infame escravatura que durou mais de 300 anos em nosso país.
Uma história tão rica não deveria nunca ser esquecida, mas infelizmente foi o que aconteceu. O termo certo não é uma história esquecida e sim uma história apagada, pois, o que ficou foi a história oficial contada pelos brancos. A esperança para os escravizados veio no dia 13 de maio e a frustração já no dia 14. Isso porque nada foi feito para dar condições de sobrevivência aos milhões de homens e mulheres negras que estavam livres no papel, mas largados à própria sorte. Mal a tinta da caneta da princesa secou no papel, começaram os preparativos para o embranquecimento do Brasil, iniciado com a chegada dos primeiros imigrantes europeus. Desnecessária dizer brancos!
Como eu disse no início, a ideia de escrever uma romance histórico foi imediata. A tarefa, porém, leva tempo pois demanda muita pesquisa. A ideia deste blog não é só sistematizar essas pesquisas para facilitar o meu trabalho. É também uma forma de compartilhar essas fontes de pesquisa e também, por que não?, receber sugestões para melhorar o meu trabalho. É, portanto, uma via de duas mãos, um dar e receber.
Vamos nessa!
%20(4)%20(2)%20(2).jpg)
Comentários